22 de agosto de 2014

O Mario Chalmers não é ruim


Quem conhece o Paixão NBA, sabe que o blog busca muitas informações, faz a cobertura total da liga com seriedade, mas sempre tem aquele leve toque de humor. Se é para ser um robô em meus comentários tanto no blog como no twitter, eu nem seguia mais com o trabalho. Enfim, nessas brincadeiras, temos sempre nossos alvos favoritos: Fab Melo e sua linda trajetória na NBA, os joelhos do Dwyane Wade e do Derrick Rose, o mito Brian Scalabrine, Oscar e sua relação com Nenê, e agora MARIO CHALMERS!

Suas atuações nas finais de 2014 foram tão abaixo de qualquer crítica que o armador de 28 anos do Miami Heat ficou marcado de forma negativa. Sucessivos turnovers, escolhas equivocadas, pouca produção no ataque e facilmente dominado pelos adversários fez Chalmers ser alvo de um caminhão de piadas. Aí eu pergunto: será que o cara é tão ruim mesmo?

Apesar de brincar demais com ele, eu respondo: o cara não é ruim. É a mais pura verdade, senhores. O cara é duas vezes campeão! "Ah, mas campeão até o Ronny Turiaf é". Sim, mas o Chalmers foi campeão sendo extremamente importante. Não vou comparar ele com as atuações de John Paxson e sua importância naquele Chicago Bulls de Jordan e Pippen, porém a verdade tem que ser dita: quando o Chalmers jogou para valer e não foi o Chalmers 2014, o Heat alcançou o sucesso. Quando ele esteve abaixo, o time sofria. Não concordo com muitas coisas que o Agra e o Zé Boquinha falam nas transmissões da ESPN, entretanto eles sempre batiam nessa tecla e eu concordo.

Desde que assumiu a posição de armador titular do Heat, Chalmers apresentou boas médias de pontos. "Ah, jogando com o LeBron, Wade e Bosh até eu brilho". Ok, só que vale lembrar que LeBron e Wade faziam o papel de armador quando estavam na quadra. A bola ficava mais nas mãos das estrelas do que com o pobre menino 'Chalmis'. Em 2014, suas médias foram de 9,8 pontos e 4,9 assistências. 

No primeiro título da carreira, sua média de pontos foi de excelentes 11,3 por jogo na pós-temporada (além de 3,9 assistências e 3,7 rebotes). No segundo tempo, ele contribuiu com 9,4 pontos e 3,1 assistências (seus minutos caíram de 35 para 28). Não estou aqui fazendo o papel de advogado do diabo, mas apenas lembrando que esse pobre jogador tem seus créditos. O Miami Heat reconhece e ampliou seu contrato com a organização. Pela história, merecido.

Chalmers, meu querido, o Paixão NBA seguirá fazendo algumas piadas com o seu nome, porém sabemos que o que você já fez ninguém apaga. Esse post é a prova viva. E se der, vou buscar um autografo seu no NBA Global Games e guardarei como uma grande recordação. 

Wilt Chamberlain e Muhammad Ali quase se enfrentaram em uma luta de boxe


Na primavera de 1971, em escritório dentro do Houston Astrodome, uma negociação mais que inusitada estava prestes a acontecer. Sentado em uma das extremidades da mesa estava o lendário lutador Muhammad Ali, ex-campeão dos pesos pesado do mundo e maior lutador auto-proclamado de todos os tempos.

Poucos minutos depois, chegava no escritório Wilt Chamberlain, um dos mitos do basquete e que ainda ganhava todos os holofotes. Ambos se conheciam bem e já apareceram juntos em várias ocasiões no passado, como programas de televisão e conferências de imprensa. No entanto o intuito da reunião era muito diferente do que todos imaginavam.

O que os dois atletas mais famosos do mundo na época estavam fazendo isolados dentro de um estádio vazio? Pouco depois toda a imprensa tinha conhecimento: Muhammad Ali e Wilt Chamberlain concordaram se enfrentar em uma luta de boxe (!!!).

Para Chamberlain, ele não tinha muita coisa a atingir na NBA. Seus recordes e registros são intocáveis, os prêmios estavam na sala de sua casa e seu nome já estava consolidado na história. Ele queria mais. Queria se tornar o rei em outro esporte. Já para Ali, a luta valia resgatar todo o sucesso que haviam lhe tirado. Por ter se recusado de forma ilegal a servir as forças armadas, ficou longe do boxe por três anos. Apesar de seu nome ainda ter grande impacto, estava sem dinheiro. Apesar das palestras, não conseguia arrecadar muita coisa. Ele conseguiria voltar em alto nível? Nas duas primeiras lutas, provou manter o ritmo: venceu Jerry Quarry e Oscar Bonavena. Vitórias que o credenciaram a lutar pelo título novamente, dessa vez contra Joe Frazier, um dos duelos mais esperados do século.

O problema é que Ali acabou sendo derrotado, e Wilt ameaçou cancelar a luta. Tinha o desejo de ser o campeão dos pesos pesados, e para isso ser possível ele teria acordado que só faria o duelo se Ali derrotasse Frazier. Bob Arum, ex-advogado e promotor de eventos, seguiu conversando com Chamberlain e lhe ofereceu muito mais dinheiro.

O pivô da NBA não tinha experiências como boxeador, porém tinha um plano de ação: contrataria Cus D'Amato, um treinador conhecido por formar e capacitar atletas a serem campeões "num passe de mágica". E segundo D'Amato, com as orientações certas, Wilt teria totais condições de vencer Ali. Do outro lado, o lutador profissional nem pensava em algum plano. A intenção era subir no ringue, socar Wilt e ir para casa.

A imprensa mundial logo comprou a ideia. As manchetes dos principais jornais só falava da luta. O pivô do Philadelphia Warriors, 76ers e Lakers conseguiria bater "The Greatest"? Ele conseguiria pelo menos seguir até o segundo round? Seria a luta de maior bilheteria da história? Todas essas perguntas acabaram em 22 de abril de 1971 quando Chamberlain desistiu de assinar o contrato do evento. Acabava ali o sonho de ver o combate dos gigantes.

Diversos rumores sobre a desistência do jogador existem até hoje. Primeiramente os advogados do pivô alegaram que devido aos impostos, Wilt receberia uma quantidade inferior ao valor negociado. Tal esforço para fazer a luta acontecer não valeria a pena. Depois surgiu o boato que ele fez todo esse barulho apenas para conseguir um novo contrato com o Los Angeles Lakers. Anos depois, Wilt contou que conversou com o pai (grande fã de lutas) que duelaria contra Muhammad Ali, que logo respondeu: "Filho, você deve se concentrar em seus lances livres".

21 de agosto de 2014

Para Shaquille O'Neal, Kobe ou LeBron?


O mito Shaquille O'Neal se aposentou em 2011, mas nunca largou o basquete. Entre alguns comentários na TNT (canal de TV aberta nos Estados Unidos) e sócio minoritário no Sacramento Kings, a NBA segue presente na vida do ex-pivô. E quando tem a oportunidade de falar quem foi melhor: Kobe ou LeBron? O que Shaq responde?

Todo mundo sabe que Shaq conquistou três títulos ao lado de Bryant. A parceria deu certo até o momento que Kobe quis assumir o protagonismo em Los Angeles e praticamente expulsou o Superman da organização (acabou sendo trocado e ganhando o campeonato em Miami); Já com LeBron James, a parceria durou apenas uma temporada (2009-2010) e a idade já pesava nas costas.

Quem é melhor? 

"Eles são diferentes. LeBron é um jogador mais versátil. Kobe é mais 'Oh, nós estamos perdendo pro seis? Eu vou arremessar três vezes e fazer seis pontos'. Mas ambos são grandes jogadores. É uma questão de opinião. Para mim, o Dr. J [Julius Erving] foi o maior jogador de todos os tempos. Mas se eu perguntar a outras pessoas, elas dizem Jordan, alguns dizem Kobe, algumas dizem que LeBron... Sempre vai ser uma questão de opinião. "

Ok, ficou em cima do muro. Mas ele tem razão! Cada um tem seu estilo e ambos são grandes atletas. Desde que James entrou na liga, tentam criar uma rivalidade que nunca existiu. Kobe e LeBron se respeitam muito. Meu sonho era um final entre eles. Seria a coisa mais espetacular do planeta terra. Hoje as chances disso acontecer são quase impossíveis, portanto não cabe comparações descabidas.

Eis que o James Harden enlouqueceu


A distância percorrida pelas equipes na temporada
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Confesso que nem queria comentar esse assunto, mas achei tão engraçado que merece ganhar um post. Com a ausência de Kevin Durant na seleção americana de basquete, James Harden ganhou destaque e é cotado para ser um dos líderes do time comandado pelo treinador Mike Krzyzewski. Talvez com tanta responsabilidade nas costas, o barbudo se empolgou. Até demais.

Durante os treinamentos nessa semana, Harden deixou a humildade em casa e disse ser o melhor jogador de basquete na atualidade. E foi mais longe: o melhor jogador de basquete VIVO. Como nós não estávamos presentes no local e não sabemos as condições emocionais do nosso amigo no momento da entrevista, temos que analisar somente a declaração.

Até 'ontem', Harden era reserva do Oklahoma City Thunder e recebia o prêmio de Sexto Homem da temporada 2011/2012. O Thunder não conseguiu renovar o vínculo com o barbudo e o perdeu para o Houston Rockets. Carente de grandes jogadores, os texanos precisavam urgente de um cara que chegasse e arrumasse a casa de IMEDIATO. Bingo. Início arrasador. Quem aqui lembra do primeiro jogo anotando 37 e o segundo 45?

Dos 16,8 pontos anotados em seu último ano em Oklahoma, pulou para 25,9 nos Rockets. Se tornou All-Star e ganhou notoriedade no mundo inteiro. Em 2013/2014, Dwight Howard, o melhor pivô da liga, chegou para tornar o elenco ainda mais forte. Apesar do investimento, a equipe novamente caiu na primeira rodada dos playoffs.

Hoje titular da seleção americana, o "Barba do Capeta" vive a melhor fase da carreira e tem tudo para seguir com o protagonismo em Houston. Gosto dele, porém ainda acho que precisa comer muito arroz e feijão. Precisa melhorar sua defesa PARA ONTEM. Preguiçoso, é presa fácil diante de alas rápidos. Aqui você tem uma noção:



Ainda acho que ele depende muito dos lances livres. Não que isso seja um defeito (é até importante), porém para se tornar um jogador importante e decisivo, necessita de grandes lances, aquelas cestas mágicas que imortalizam os jogadores. 

Não adianta ser o principal jogador de uma equipe e não ser decisivo. Enquanto isso, ele pode até achar que é o melhor jogador de basquete vivo, no entanto será motivo de piadas por todos. Sonhar também faz parte.

20 de agosto de 2014

Após 39 temporadas no apito, Dick Bavetta se aposenta

Ano passado, para já entrar no clima da temporada 2013/2014, o Paixão NBA falou um pouco sobre as zebras, os árbitros. Em especial, citamos dois cidadões: Dick Bavetta e Joe Crawford, dois árbitros que desde os anos 70, trabalham na NBA. Hoje, um deles, Dick Bavetta, pendurou o apito. Sim, após quatro décadas, ele se aposentou!

O presidente das operações de basquete da NBA, Rod Thorn confirmou a informação da retirada de Bavetta. Foram 39 anos prestando serviços à liga, somando um total de 2635 jogos (270 nos playoffs e 27 finais). Desde a sua estreia em 2 de dezembro de 1975, ele nunca mais ficou de fora. 

No All-Star Game, Bavetta apitou nas edições de 1989, 1995 e 2006. É o primeiro árbitro da NBA a trabalhar em uma Olimpíada (1992, em Barcelona). Em nota oficial, se disse muito emocionado e agradecido pelos 39 anos na NBA. Fazendo uma auto-análise, considerou que teve uma grande carreira.

O primeiro jogo foi no Madison Square Garden para um público de mais de 19 mil pessoas. O Boston Celtics visitou o New York Knicks e venceu por 103x100. Atletas como Walt Frazier, John Havlicek e Phil Jackson atuaram naquela noite.

Ao contrário de outros esportes que limitam os profissionais até uma certa idade, na NBA não há algum tipo de restrição. Temos casos idênticos ao de Bavetta onde o juiz passa das 30 temporadas na liga. Esta decisão de se retirar aos 74 anos partiu dele e de mais ninguém. Valeu, mestre!

18 de agosto de 2014

Kobe Bryant pode ultrapassar Michael Jordan em número de pontos no Natal


A temporada 2014/2015 marca o retorno definitivo de Kobe Bryant às quadras. Depois de ficar de fora dos playoffs de 2013 e disputar míseros 6 jogos na temporada passada, o camisa 24 do Los Angeles Lakers disse estar 100% e promete voltar no mais alto nível.

Considerando que Kobe volta como titular e atuando mais de 30 minutos por noite, ele muito em breve passará Michael Jordan no ranking dos cestinhas e ocupará a terceira colocação, atrás apenas das lendas Kareem Abdul-Jabbar e Karl Malone. E a conta é simples.

Se anotar uma média de 20 pontos, o ala-armador deve ultrapassar Jordan no jogo de Natal contra o Chicago Bulls. Sim, no United Center, quintal do próprio Michael. Com 31700 pontos, Kobe está a 592 pontos atrás do rei do basquete. 

Se tornando o terceiro maior pontuador da NBA, Kobe deve parar por aí. Malone (36928) e Abdul-Jabbar (38387) foram tão monstros e jogaram em alto nível por tanto tempo que suas marcas dificilmente serão batidas por alguém nessa liga. 

Anote aí na sua agenda: dia 25 de dezembro, às 20h, Bulls e Lakers tem mais um atrativo. United Center vai balançar.

17 de agosto de 2014

A distância percorrida pelas equipes na temporada


Leandrinho Barbosa espera fazer bom Mundial para garantir contrato na NBA
Stephen Curry sonha em jogar em Charlotte. HORNETS?

A temporada é longa, são 82 jogos e os atletas vivem dentro de um jato particular. Todos aqui sabem como funciona as viagens da NBA. Hoje você está em uma cidade, amanhã em outra e logo já aparece em casa para fazer mais um jogo. Com o calendário da temporada 2014/2015 divulgado, um analista de estatísticas elaborou um gráfico de quanto distância será percorrida pelas franquias.

Segundo Ed Kupfer, o Portland Trail Blazers será o time que mais tempo passará dentro de um avião. A equipe do Oregon vai percorrer quase 60 milhas (cerca de 95 mil km) entre outubro e abril. Isso que não vamos nem contar os playoffs. Logo em seguida vem Los Angeles Lakers e Miami Heat.

Quem menos perderá tempo com deslocamentos será o Cleveland Cavaliers, que precisará percorrer 37 milhas (cerca de 60 mil km). O gráfico mostra como a conferência oeste viaja mais, enquanto o leste não precisa percorrer tanta distância: oito dos dez times que mais viajam são do oeste, e nove das dez franquias que menos percorrem milhas são do leste.

O gráfico mostra a distância em milhas (cerca de 1,60 km)

Tirou foto com Allen Iverson, mas...


Esse post é aquele típico de post que você não quer postar, mas acaba postando apenas para compartilhar com os amigos leitores deste espaço. Recentemente o grande Allen Iverson estava em uma casa noturna em Atlanta, no Prive Nightclub. Com ele estavam algumas celebridades como o cantor Ne-Yo, Claudia Jordan e Lisa Raye.

O ex-armador do Philadelphia 76ers, cheio de correntes, era o centro das atrações na festa, todos queriam tirar uma selfie com ele. O mais engraçado é que nem todas as pessoas tiraram foto sabendo quem se tratava. Essa mulher foi lá, fez a sua selfie e correu para o Instagram. A legenda é espetacular: "Eles me disseram que ele é famoso, mas eu não sei quem é."

Agora a moça já deve saber que tirou uma foto com a lenda viva do basquete e que virou motivo de piadas na internet. Na próxima vamos mandar o Michael Jordan para ver se ela sabe quem é...

Sem time, Leandrinho espera fazer grande Mundial para seguir na NBA

"Eu não sei o que os proprietários pensam sobre a Copa do Mundo, mas espero fazer um bom trabalho e que os times vejam isso. Me encontro com boa saúde e meu corpo está respondendo muito bem. Não quero pensar sobre o mercado de agente livre porque então eu não seria eu mesmo na quadra, mas espero assinar um contrato na NBA e ser feliz."

Essas são as palavras do brasileiro Leandro Barbosa, logo após a derrota da seleção brasileira para os Estados Unidos. Ainda sem clube para atuar, Leandrinho segue como agente livre e negociando o seu futuro. Segundo o seu empresário, houve contato com algumas franquias, mas o acerto ainda não aconteceu.

Recentemente o ala-armador disputou a temporada 2013/2014 com o Phoenix Suns, que o resgatou após breve passagem no NBB com a camisa do Pinheiros. Em 20 jogos, Leandrinho atuou em 18 minutos e teve médias de 7,5 pontos, 1,9 rebotes e 1,6 assistências (42,7% nos arremessos). 

Com a seleção disputando o Mundial, ele espera fazer um grande torneio e fechar um contrato para seguir jogando na liga americana. Aos 31 anos, sabe que pode ser sua última oportunidade de mostrar aos executivos que está 100% e que ainda merece uma oportunidade.

Em 2006/2007, recebeu o prêmio de Sexto Homem da temporada e viveu grandes anos no Arizona, sendo peça fundamental no Suns. Depois disso, rodou por algumas franquias como Toronto Raptors, Indiana Pacers e Boston Celtics