21 de agosto de 2014

Eis que o James Harden enlouqueceu


A distância percorrida pelas equipes na temporada
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Confesso que nem queria comentar esse assunto, mas achei tão engraçado que merece ganhar um post. Com a ausência de Kevin Durant na seleção americana de basquete, James Harden ganhou destaque e é cotado para ser um dos líderes do time comandado pelo treinador Mike Krzyzewski. Talvez com tanta responsabilidade nas costas, o barbudo se empolgou. Até demais.

Durante os treinamentos nessa semana, Harden deixou a humildade em casa e disse ser o melhor jogador de basquete na atualidade. E foi mais longe: o melhor jogador de basquete VIVO. Como nós não estávamos presentes no local e não sabemos as condições emocionais do nosso amigo no momento da entrevista, temos que analisar somente a declaração.

Até 'ontem', Harden era reserva do Oklahoma City Thunder e recebia o prêmio de Sexto Homem da temporada 2011/2012. O Thunder não conseguiu renovar o vínculo com o barbudo e o perdeu para o Houston Rockets. Carente de grandes jogadores, os texanos precisavam urgente de um cara que chegasse e arrumasse a casa de IMEDIATO. Bingo. Início arrasador. Quem aqui lembra do primeiro jogo anotando 37 e o segundo 45?

Dos 16,8 pontos anotados em seu último ano em Oklahoma, pulou para 25,9 nos Rockets. Se tornou All-Star e ganhou notoriedade no mundo inteiro. Em 2013/2014, Dwight Howard, o melhor pivô da liga, chegou para tornar o elenco ainda mais forte. Apesar do investimento, a equipe novamente caiu na primeira rodada dos playoffs.

Hoje titular da seleção americana, o "Barba do Capeta" vive a melhor fase da carreira e tem tudo para seguir com o protagonismo em Houston. Gosto dele, porém ainda acho que precisa comer muito arroz e feijão. Precisa melhorar sua defesa PARA ONTEM. Preguiçoso, é presa fácil diante de alas rápidos. Aqui você tem uma noção:



Ainda acho que ele depende muito dos lances livres. Não que isso seja um defeito (é até importante), porém para se tornar um jogador importante e decisivo, necessita de grandes lances, aquelas cestas mágicas que imortalizam os jogadores. 

Não adianta ser o principal jogador de uma equipe e não ser decisivo. Enquanto isso, ele pode até achar que é o melhor jogador de basquete vivo, no entanto será motivo de piadas por todos. Sonhar também faz parte.

20 de agosto de 2014

Após 39 temporadas no apito, Dick Bavetta se aposenta

Ano passado, para já entrar no clima da temporada 2013/2014, o Paixão NBA falou um pouco sobre as zebras, os árbitros. Em especial, citamos dois cidadões: Dick Bavetta e Joe Crawford, dois árbitros que desde os anos 70, trabalham na NBA. Hoje, um deles, Dick Bavetta, pendurou o apito. Sim, após quatro décadas, ele se aposentou!

O presidente das operações de basquete da NBA, Rod Thorn confirmou a informação da retirada de Bavetta. Foram 39 anos prestando serviços à liga, somando um total de 2635 jogos (270 nos playoffs e 27 finais). Desde a sua estreia em 2 de dezembro de 1975, ele nunca mais ficou de fora. 

No All-Star Game, Bavetta apitou nas edições de 1989, 1995 e 2006. É o primeiro árbitro da NBA a trabalhar em uma Olimpíada (1992, em Barcelona). Em nota oficial, se disse muito emocionado e agradecido pelos 39 anos na NBA. Fazendo uma auto-análise, considerou que teve uma grande carreira.

O primeiro jogo foi no Madison Square Garden para um público de mais de 19 mil pessoas. O Boston Celtics visitou o New York Knicks e venceu por 103x100. Atletas como Walt Frazier, John Havlicek e Phil Jackson atuaram naquela noite.

Ao contrário de outros esportes que limitam os profissionais até uma certa idade, na NBA não há algum tipo de restrição. Temos casos idênticos ao de Bavetta onde o juiz passa das 30 temporadas na liga. Esta decisão de se retirar aos 74 anos partiu dele e de mais ninguém. Valeu, mestre!

18 de agosto de 2014

Kobe Bryant pode ultrapassar Michael Jordan em número de pontos no Natal


A temporada 2014/2015 marca o retorno definitivo de Kobe Bryant às quadras. Depois de ficar de fora dos playoffs de 2013 e disputar míseros 6 jogos na temporada passada, o camisa 24 do Los Angeles Lakers disse estar 100% e promete voltar no mais alto nível.

Considerando que Kobe volta como titular e atuando mais de 30 minutos por noite, ele muito em breve passará Michael Jordan no ranking dos cestinhas e ocupará a terceira colocação, atrás apenas das lendas Kareem Abdul-Jabbar e Karl Malone. E a conta é simples.

Se anotar uma média de 20 pontos, o ala-armador deve ultrapassar Jordan no jogo de Natal contra o Chicago Bulls. Sim, no United Center, quintal do próprio Michael. Com 31700 pontos, Kobe está a 592 pontos atrás do rei do basquete. 

Se tornando o terceiro maior pontuador da NBA, Kobe deve parar por aí. Malone (36928) e Abdul-Jabbar (38387) foram tão monstros e jogaram em alto nível por tanto tempo que suas marcas dificilmente serão batidas por alguém nessa liga. 

Anote aí na sua agenda: dia 25 de dezembro, às 20h, Bulls e Lakers tem mais um atrativo. United Center vai balançar.

17 de agosto de 2014

A distância percorrida pelas equipes na temporada


Leandrinho Barbosa espera fazer bom Mundial para garantir contrato na NBA
Stephen Curry sonha em jogar em Charlotte. HORNETS?

A temporada é longa, são 82 jogos e os atletas vivem dentro de um jato particular. Todos aqui sabem como funciona as viagens da NBA. Hoje você está em uma cidade, amanhã em outra e logo já aparece em casa para fazer mais um jogo. Com o calendário da temporada 2014/2015 divulgado, um analista de estatísticas elaborou um gráfico de quanto distância será percorrida pelas franquias.

Segundo Ed Kupfer, o Portland Trail Blazers será o time que mais tempo passará dentro de um avião. A equipe do Oregon vai percorrer quase 60 milhas (cerca de 95 mil km) entre outubro e abril. Isso que não vamos nem contar os playoffs. Logo em seguida vem Los Angeles Lakers e Miami Heat.

Quem menos perderá tempo com deslocamentos será o Cleveland Cavaliers, que precisará percorrer 37 milhas (cerca de 60 mil km). O gráfico mostra como a conferência oeste viaja mais, enquanto o leste não precisa percorrer tanta distância: oito dos dez times que mais viajam são do oeste, e nove das dez franquias que menos percorrem milhas são do leste.

O gráfico mostra a distância em milhas (cerca de 1,60 km)

Tirou foto com Allen Iverson, mas...


Esse post é aquele típico de post que você não quer postar, mas acaba postando apenas para compartilhar com os amigos leitores deste espaço. Recentemente o grande Allen Iverson estava em uma casa noturna em Atlanta, no Prive Nightclub. Com ele estavam algumas celebridades como o cantor Ne-Yo, Claudia Jordan e Lisa Raye.

O ex-armador do Philadelphia 76ers, cheio de correntes, era o centro das atrações na festa, todos queriam tirar uma selfie com ele. O mais engraçado é que nem todas as pessoas tiraram foto sabendo quem se tratava. Essa mulher foi lá, fez a sua selfie e correu para o Instagram. A legenda é espetacular: "Eles me disseram que ele é famoso, mas eu não sei quem é."

Agora a moça já deve saber que tirou uma foto com a lenda viva do basquete e que virou motivo de piadas na internet. Na próxima vamos mandar o Michael Jordan para ver se ela sabe quem é...

Sem time, Leandrinho espera fazer grande Mundial para seguir na NBA

"Eu não sei o que os proprietários pensam sobre a Copa do Mundo, mas espero fazer um bom trabalho e que os times vejam isso. Me encontro com boa saúde e meu corpo está respondendo muito bem. Não quero pensar sobre o mercado de agente livre porque então eu não seria eu mesmo na quadra, mas espero assinar um contrato na NBA e ser feliz."

Essas são as palavras do brasileiro Leandro Barbosa, logo após a derrota da seleção brasileira para os Estados Unidos. Ainda sem clube para atuar, Leandrinho segue como agente livre e negociando o seu futuro. Segundo o seu empresário, houve contato com algumas franquias, mas o acerto ainda não aconteceu.

Recentemente o ala-armador disputou a temporada 2013/2014 com o Phoenix Suns, que o resgatou após breve passagem no NBB com a camisa do Pinheiros. Em 20 jogos, Leandrinho atuou em 18 minutos e teve médias de 7,5 pontos, 1,9 rebotes e 1,6 assistências (42,7% nos arremessos). 

Com a seleção disputando o Mundial, ele espera fazer um grande torneio e fechar um contrato para seguir jogando na liga americana. Aos 31 anos, sabe que pode ser sua última oportunidade de mostrar aos executivos que está 100% e que ainda merece uma oportunidade.

Em 2006/2007, recebeu o prêmio de Sexto Homem da temporada e viveu grandes anos no Arizona, sendo peça fundamental no Suns. Depois disso, rodou por algumas franquias como Toronto Raptors, Indiana Pacers e Boston Celtics

Os pontos positivos e negativos da derrota


Acabou agora pouco em Chicago, no United Center, o amistoso entre Brasil e Estados Unidos. O placar de 95x78 pouco importa. Confesso que não gostei da nossa atuação e temos que melhorar isso. O Mundial começa em menos de duas semanas e torço para o Rubén Magnano arrumar a casa até iniciar a competição na Espanha. Testes assim, contra as melhores equipes do planeta, sempre ajudam de alguma forma.

Pontos positivos:

- O Brasil, como todos sabem, prioriza alguns chutes malucos. Quando cai é uma beleza. Se amassa o aro, pode ter certeza que vai tomar surra. Hoje foram raros o momento que o ataque trabalhou com cuidados a bola. Quando a bola passou por todos os ataques com tranquilidade, saíram coisas boas.
- Raulzinho não fez um bom Sul-Americano, na Venezuela, porém se mostrou muito ligado em um jogo importante como esse. Chegou a impressionar torcedores do Jazz;
- O título fez bem ao Tiago Splitter. O pivô está confiante e está jantando defesas adversárias.
- Rafael Hettsheimer entrou bem. Quando esteve em quadra sempre mostrou bom basquete. Magnano o utilizou pouco.

Pontos negativos:

- Garrafão não esteve em grande noite. Principal arma do Brasil não funcionou da maneira que esperamos. Apenas Tiago apareceu bem. Achei Nenê e Varejão muito abaixo do que podem;
- Larry Taylor (não preciso falar mais nada)
- Lances livres. Pelo amor de Deus, treinem lances livres. Aproveitamento abaixo dos 35% é vergonhoso.
- Turnovers. Seleção americana fez a festa nos contra-ataques. 
- Marcelinho Huertas. Tem visão absurda, porém vem pecando em algumas decisões.
- A defesa existiu em raros momentos.
- Apagões.

Eu boto muita fé nessa equipe, é uma das melhores que o Brasil já teve em anos. Sempre comento que FOCADO, com DEFESA e aquela pitada de sorte o time incomoda muitas equipes. Quando ocorrem os famosos apagões, a coisa engrossa e o adversário se aproveita. A concentração é fundamental.

Agora basta o time trabalhar para corrigir os erros e chegar na Espanha com gana de vitória. Nem tudo é terra arrasada. Que nossos atletas tirem muitos aprendizados desse belo teste. Melhor teste contra a seleção americana não existe. 

16 de agosto de 2014

Quando LeBron James, Kobe Bryant e cia. enfrentaram o Brasil


O Brasil enfrenta os Estados Unidos hoje, em Chicago, no United Center. Quando a equipe americana precisa se preparar para alguma competição de extrema importância, a CBB sempre recebe o convite para um encontro amistoso. Como o time de Rubén Magnano necessita de grandes testes para se preparar visando o Mundial, enfrentar o melhor time do mundo é sempre benéfico. Mas você sabe quando foi o último jogo entre as duas seleções?

A Olimpíada de Londres estava se aproximando. O time do Coach K estava com o que tinha de melhor. Estrelas como LeBron James, Carmelo Anthony, Chris Paul e Kevin Durant estavam confirmados para o torneio olímpico. Em 16 de julho de 2012, o Brasil precisava mostrar porque já foi uma das potências do esporte. 

O que todo mundo ignora (ou faz esforço para ignorar) é que nossa equipe COMPLETA é muito forte e bota medo em muita seleção por aí. Quem não vai ter medo de enfrentar um garrafão composto por Anderson Varejão, Nenê Hilário e Tiago Splitter. Dois anos atrás a badalação em nossos jogadores não era tão grande, mas mesmo assim já eram atletas respeitados.

O jogo aconteceu no Verizon Center, ginásio do Washington Wizards e teve presença do presidente Barack Obama. Nosso time estava quase completo, exceto Marquinhos (lesionado). Magnano apostou no ala Alex Garcia. Com uma defesa forte, complicamos ao máximo o trabalho dos rivais. A vitória americana foi de 80x69, mas deu esperanças ao Brasil. O problema foi o segundo período (fizemos apenas cinco pontos), e foi ali que os Estados Unidos fez a festa.

O cestinha da partida foi LeBron, que anotou 30 pontos e foi eleito o melhor jogador do confronto. O cestinha brasileiro foi Alex, dono de 14 pontos. Marcelinho Huertas distribuiu 13 assistências e anotou 11 pontos. Anderson Varejão se destacou com os 13 rebotes apanhados.

Hoje o jogo é contra uma equipe desmontada em consequência de diversas dispensas. Para os colegas de imprensa nos EUA, os armadores terão que chamar a responsabilidade e conduzir as ações. Completo e com confiança, deposito muitas fichas no Brasil. Podemos perder, entretanto o principal objetivo é ver um bom jogo e ver uma evolução no basquete apresentado. O Sportv transmite ao vivo às 21h30.

Brasil, Paul George, Carmelo, Kings... as rapidinhas da liga


Com o Mundial de basquete chegando perto, a NBA vai ficando um pouco em segundo plano e ficamos nos concentrando mais no torneio que envolve as melhores seleções do mundo. É a verdadeira Copa do Mundo (com todo o respeito ao torneio do  "OEÁÁÁ"). Mesmo assim, algumas notícias ainda ganham destaque e tentaremos transmitir aos amigos.

- O Brasil enfrenta neste sábado os Estados Unidos. Será o primeiro amistoso dos americanos na preparação para o mundial na Espanha. Antes disso, apenas treinos/jogos entre os atletas que compõe o elenco do Coach K. O Sportv transmite tudo ao vivo às 21h30min. Bom jogo para a nossa equipe se preparar. Não há teste melhor!

- Paul George (foto) concedeu sua primeira entrevista coletiva após a lesão, sofrida há exatas 2 semanas. Com o tempo total de recuperação passando de um ano, surgiu a informação que George conseguirá voltar 100%. O motivo? Os ligamentos não sofrearam danos. Ele explicou, também, a mudança do número, saindo do 24 para o 13: o número de Reggie Miller ao contrário.

- O Sacramento Kings entrou para a história. O time da Califórnia fechou negócio com o pivô de 2,26m de altura, Sim Bhullar. Será o primeiro jogador com descendência indiana a atuar na principal liga de basquete do mundo. Bhullar não foi escolhido no Draft, porém agradou com sua performance na Summer League, no qual o Kings se sagrou campeão. 

- Carmelo Anthony assustou todo mundo ao postar uma foto onde ele aparece mais magro. É tendência nesse verão. No caso de Melo, ele disse que busca perder peso para voltar ao corpo que tinha nos primeiros anos no Denver Nuggets. Mais leve, ele espera ajudar com velocidade e agilidade no famoso triangulo de Phil Jackson.

- O executivo do Toronto Raptors não sossega. Após diversas movimentações nessa offseason, Masai Ujiri segue reforçando o elenco da franquia canadense. A bola da vez é Jordan Hamilton, ala de 23 anos. Em 2013/2014 atuou em duas equipes: Denver Nuggets e Houston Rockets. No total, obteve uma média de 6,7 pontos e 3,2 rebotes por partida. Boa aquisição! 

- O Charlotte Hornets já enviou um pedido para realizar o All-Star Game na Carolina do Norte em 2017 ou 2018. Todo o logo já foi produzido e o lançamento da "candidatura" já começou. A liga ainda não se posicionou. Em 2015, o evento acontece em New York, e 2016 em Toronto.

- Como todos sabem, enfim foi autorizada a venda do Los Angeles Clippers à Steve Ballmer, ex-CEO da Microsoft. O antigo dono, o racista Donald Sterling tentou vetar a venda da franquia, mas teve seu recurso negado. Ele não vai parar até tentar impedir que o Clippers saia de sua posse. 

- Primeiro atleta homossexual assumido a jogar em grandes ligas americanas, Jason Collins está considerando a aposentadoria. Aos 35 anos, Collins vestiu a camisa do Brooklyn Nets na última temporada. Em 22 jogos, foi titular apenas em uma oportunidade e anotou médias de 1,1 ponto e 0,9 rebote por jogo.