22 de abril de 2014

Conheça o Semana NBA, novo programa semanal da ESPN


Após tantos pedidos dos fãs de esporte, a ESPN reservou um programa especial para os amantes da maior liga de basquete desse planeta. Agora, toda segunda-feira, às 19h30, você tem encontro marcado com o Semana NBA!

Com os playoffs iniciando agora e já pegando fogo, o programa promete trazer muita informação e debate. O mais bacana é que vai ser tudo em alta definição (HD). A apresentação fica por conta de Everaldo Marques e terá as seguintes atrações:

- os destaques do final de semana;
- TOP 10 jogadas da semana anterior; 
- o quadro DNA vai dissecar um jogador da temporada atual com estatísticas do atleta; 
- entrevistas especiais; 
- jogos históricos;
- Fora das Quadras – com notícias descontraídas dos jogadores fora da quadra; 
- Camisas Aposentadas - vai contar a histórias de uniformes antigos dos times da NBA.


A emissora conta com 7 transmissões nessa primeira fase de pós-temporada, 7 transmissões nas semi-finais de conferência, as finais de conferência e, com exclusividade, as finais. Com a liga crescendo sem parar no Brasil, uma maior aproximação entre canal e fãs é fundamental para manter a audiência e atrair novos adeptos. 

O The Book is on The Table segue abordando os esportes americanos (NBA também, é claro) e vai ao ar nas sextas-feiras. Resumindo: não tem mais desculpa para não acompanhar NBA. 

Informações são da Agência Ideal, assessoria oficial da ESPN.

O que esperar dos brasileiros nesses playoffs?


Apenas dois jogadores vão representar o Brasil nos playoffs da NBA. São eles Nenê Hilário, do Washington Wizards, e Tiago Splitter, do San Antonio Spurs. Anderson Varejão e Leandrinho Barbosa também poderiam estar nessa, no entanto suas equipes acabaram fora da zona de classificação para a pós-temporada.

O que esperar do Nenê e do Tiago? Ambos são titulares em suas franquias e mostram evolução. Tiago aprende só com cara "meia-boca", como Tim Duncan e Gregg Popovich (não vou nem citar o pessoal do apoio). O catarinense vem mostrando um jogo defensivo de muita qualidade e vem conseguindo barrar caras como Dirk Nowitzki

Com a melhor campanha geral, os Spurs novamente se colocam entre os favoritos ao título. As finais de 2013 ainda estão frescas na memória e o time texano quer consertar os erros para que o pesadelo não se repita. E o time, para chegar ao troféu Larry O'Brien, precisa de Tiago. Sua solidez defensiva acompanhada de ataques bem trabalhados que contam com sua participação são de extrema importância para o sucesso desse elenco.

O que mais espanta é o caso do Nenê. Saiu do bom time do Denver Nuggets e foi parar em um saco de pancadas, o Washington Wizards. Ele claramente se mostrou sua descontente com a troca, porém aceitou e se mandou para a capital dos Estados Unidos. Com calma o time foi se organizando, trazendo bons free agents e sendo pontual nas escolhas do Draft. O time chega aos playoffs com a quinta melhor campanha no leste e com sonhos ambiciosos.

E o Nenê, onde se encaixa? É o principal jogador do time ao lado de John Wall. Quem esperava que aos 31 anos ele ainda jogaria no mais alto nível? O brasileiro tem uma moral elevada pois conta com sua força que intimida os adversários alinhado a experiência. O armador, em sua primeira pós-temporada vai aprender e crescer, entretanto, no momento, se apoia à Nenê. A série contra o Bulls promete 7 jogos. O time de Tom Thibodeau é favorito, mas se o Wizards se classificar ninguém vai se surpreender. E para o Wizards se classificar precisa de quem? Nenê. Bingo.

Em suma, nossos atletas precisam estar preparados para tudo que possa vier acontecer. Eu não canso de dizer que os playoffs separam os homens dos meninos. É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que qualquer descuido pode custar uma série. Por isso os brasileiros precisam estar ligados. São titulares, estão com moral e precisam levar o máximo de concentração para a quadra. Portanto o que eu peço é: por favor, Nenê e Tiago, mantenham o belo basquete que os senhores estão apresentando. Seus times, nós brasileiros carentes de sucesso do nosso basquete, e Rubén Magnano agradecem. 

Simplesmente Kevin Durant

Kevin Durant vai ganhar o prêmio de MVP muito em breve, isso todo mundo sabe. O camisa 35 do Oklahoma City Thunder vem se mostrando um ser de outro planeta a cada jogada. Diante do Memphis Grizzlies, com a equipe precisando urgentemente pontuar para buscar o resultado adverso, Durant, quase caindo, marcado por Marc Gasol e da zona morta, mandou essa bola espírita aí: 



Ele bem que tentou evitar a derrota, mas na prorrogação prevaleceu toda a garra do bom time comandado por Dave Joerger. Agora a série se encontra empatada em 1-1. Se o jogo 1 deixou a desejar, esse jogo 2 fez os fãs da NBA delirarem.

Nesse momento as atenções se voltam à Memphis, no FedExForum, onde a torcida dos Grizzlies vai empurrar o time para confirmar o roubo de mando de quadra. O jogo 3 acontece nessa quinta-feira, dia 24 de abril.

21 de abril de 2014

As chamadas da NBA na TV aberta


Como todos sabem, a NBA perdeu de vez espaço na TV aberta, sobrando apenas os canais por assinatura. Hoje contamos com três canais: ESPN, Space e Sports+. Hoje, os canais mais voltados a jornalismo, mal conseguem tempo para o esporte. Quando há uma partida, logo após o seu fim já encerra a transmissão para iniciar a atração a seguir.

Mas você sabia que na década de 80 a TV Bandeirantes resolveu fazer um teste com a NBA? Em 1987 o grupo da família Saad transmitiu o VT das finais de 1986. Com Boston Celtics e Houston Rockets protagonizando grandes duelos, a repercussão foi tão grande na época que a Band embarcou de vez no projeto e transmitiu as partidas ao vivo.

Em pouco tempo, o canal brasileiro de TV aberta já transmitia in loco as finais de 1988 (a despedida de Kareem Abdul-Jabbar). Foram anos e anos de transmissão, sempre com Luciano do Valle e Álvaro José.

Alguns anos depois, com o surgimento de Leandrinho e Nenê na maior liga de basquete do mundo, a RedeTV! adquiriu os direitos de transmissão. A última emissora a transmitir a NBA pela TV aberta foi a Esporte Interativo.

Confira algumas chamadas da Band na época dourada da NBA:





20 de abril de 2014

Blake Griffin e a água no torcedor dos Warriors


O Los Angeles Clippers não começou bem nos playoffs de 2014 e acabou perdendo o mando de quadra contra o bom time do Golden State Warriors. Liderados por Stephen Curry, o time de Mark Jackson, mesmo com o seu melhor defensor Andre Iguodala sofrendo com faltas, bateu os Clippers por 109-105.

Se Iggy teve que se adequar ao jogo devido ao excesso de faltas, mesma coisa aconteceu com Blake Griffin, ala-pivô da equipe de Los Angeles e principal jogador na temporada regular. O camisa 32 atuou apenas 19 minutos, anotou 16 pontos e apanhou somente 3 rebotes

Nos segundos finais, Griffin cometeu sua 6ª falta e foi expulso da partida (terceira vez na carreira). Na saída de quadra, ele olhou para o telão e assistiu o lance que o fez sair de jogo. Indignado e com um copo de água na mão, ele levanta os braços e acaba jogando todo o liquido em um torcedor. Coincidência ou não, era um fã dos Warriors. Haviam centenas de torcedores dos Clippers, porém a água foi justamente no torcedor de amarelo.

Confira o lance:

19 de abril de 2014

Obrigado por tudo, Luciano do Valle


O feriado de Páscoa nos traz uma triste notícia. Morreu aos 70 anos o grande locutor e jornalista Luciano do Valle. As primeiras informações dão conta que o narrador da TV Bandeirantes passou mal em um avião e acabou falecendo nesse sábado, dia 19. Pegou todos de surpresa! Quem acompanha esporte ou jornalismo sabe de sua grandeza, um dos ícones do nosso país.

Foi ele, lá na década de 80, que trouxe a NBA para o Brasil. Não só a NBA, vamos ser justos. A NFL também tem a sua mão que, com toda maestria, fazia transmissões espetaculares e fez o Brasil conhecer os esportes americanos.

E como o cara é gênio, pegou uma das melhores épocas da liga. Luciano narrou os duelos envolvendo Magic Johnson versus Larry Bird, a dinastia do Chicago Bulls, os Bad Boys de Detroit. E tudo isso em uma época que o acesso à informação de esportes americanos era limitada e os jornalistas precisavam caçar o máximo de informações possíveis.

Uma perda irreparável. Todos nós vamos sentir a falta desse grande homem que foi Luciano do Valle. Sua narração tão simples mas ao mesmo tempo cheia de conteúdo ficará na lembrança de todos nós. Obrigado Luciano por ser o pioneiro de tudo isso e abrir as portas da NBA ao público brasileiro. De alguma forma, por mais pequena que seja, você é responsável por eu adorar tanto essa liga e ter um blog onde posso expressar minhas pesquisas, informações, dados, etc. Descanse em paz!



18 de abril de 2014

Conheça os polêmicos Bad Boys de Detroit


Se você não gostava do Detroit Pistons dos anos 80, com certeza não gostava dos Bad Boys. E se não conhece a turma que entrou para a história e ganhou documentário da ESPN, vai conhecer um pouco de sua história.

Basicamente era um grupo que priorizava o jogo defensivo. Ok, o que tem de errado nisso? Nada. Mas as vezes esse jogo defensivo era tão físico que atletas como Michael Jordan cuspia chamas de raiva ao falar sobre o Detroit Pistons de Isiah Thomas e cia. Inicialmente a franquia nunca alcançou sucesso diante das principais equipes da NBA. O técnico Chuck Daly (o comandante do Dream Team) chegou instituiu um novas regras dentro da organização: "Jordan Rules". Daly prometeu que os Pistons nunca mais perderiam para Michael Jordan. E foi além: o número 23 teria que ser parado de qualquer maneira. Era uma ordem.

Foi essa mentalidade de vencer por qualquer meio necessário que permitiram o Detroit Pistons dominar seus adversários no fim dos anos 80. Os Bad Boys, para algumas pessoas, foram responsáveis por parte do breve desaparecimento de grandes times como Boston Celtics e Los Angeles Lakers.

Em 1989, os Pistons derrotaram os Lakers e conquistaram o primeiro título da organização. Antes do campeonato de 89, Lakers e Celtics combinaram para um total de oito títulos da NBA (de 1980 até 1988). Após isso, nem Lakers e nem Celtics venceriam um título até 2000, quando Shaq liderou a franquia de Los Angeles até a glória.

Aquele time contava com Isiah Thomas, John Salley, Dennis Rodman, Rick Mahorn e Bill Laimbeer. Não foram poucos atletas e comandantes que protestaram à forma que os Pistons atuavam. Segundo eles, o basquete apresentado pelo time de Daly era desqualificado. Realmente o esforço físico era a marca daqueles cidadãos, no entanto não pode ser esquecida a química e talento daquele grupo campeão. 

A rivalidade foi tão imensa que Michael Jordan, Larry Bird e outros monstros se reuniram e decidiram que Isiah Thomas, mesmo comendo a bola, não merecia ser convocado para fazer parte do Dream Team. Com o basquete "sujo", segundo eles, Thomas não tinha condições de fazer parte de um grupo tão poderoso.

Apesar de dividir opiniões, os Bad Boys formaram um dos melhores times que essa liga já teve. A gana pela vitória era o combustível. E aquele jeito agressivo rendeu dois títulos seguidos. Hoje, em um mundo sem graça, os Bad Boys fazem falta!